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META e AI: Meta opta por disponibilizar sua tecnologia

A Meta, empresa proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, surpreendeu o mundo da inteligência artificial (IA) ao adotar uma abordagem única no mês passado.


Decidiram liberar o código-fonte de sua tecnologia de IA chamada LLaMA, permitindo que acadêmicos, pesquisadores e outros interessados baixassem o sistema e desenvolvessem seus próprios chatbots.


Enquanto outras gigantes de tecnologia, como o Google e a OpenAI, mantêm seus métodos de IA em sigilo, a Meta escolheu compartilhar sua tecnologia como software de código aberto.


META explica o motivo do anúncio

A estratégia da Meta é impulsionada pelo fundador e CEO, Mark Zuckerberg, que acredita que a disseminação dos mecanismos subjacentes da IA é a forma mais inteligente de avançar rapidamente para o futuro.


A empresa vê a abertura como uma maneira de espalhar sua influência e garantir que a IA não seja dominada por algumas empresas poderosas. Yann LeCun, cientista-chefe de IA da Meta, enfatizou que a plataforma vencedora será a aberta.


No entanto, essa decisão não foi bem recebida por todos. O Google e a OpenAI expressaram preocupações sobre os perigos de uma abordagem irrestrita de código aberto.

Eles alertaram para os riscos de desinformação e conteúdo tóxico disseminados por chatbots e questionaram se essa tecnologia aberta poderia ser uma ameaça competitiva.


A META não se abalou em relação as críticas

Em resposta às críticas, a Meta argumentou que o crescente sigilo no setor de IA é um equívoco e uma visão limitada do que está acontecendo. Yann LeCun sugeriu que consumidores e governos relutarão em adotar a IA se ela for controlada exclusivamente por algumas empresas americanas.


A empresa acredita que a abertura e o compartilhamento do código são essenciais para construir confiança e avançar na tecnologia.


Essa abordagem de código aberto adotada pela Meta não é nova no campo da tecnologia. A história está repleta de batalhas entre sistemas de código aberto e sistemas proprietários.

Alguns acumulam as ferramentas mais importantes para o desenvolvimento de plataformas futuras, enquanto outros preferem compartilhar seu conhecimento. A abertura do sistema operacional móvel Android pelo Google é um exemplo recente dessa estratégia para desafiar a dominância da Apple.


Embora o Google, a Microsoft e a OpenAI tenham recebido grande atenção na área de IA, a Meta também tem investido na tecnologia há quase uma década.


Investimento caro que vale a pena

A empresa dedicou bilhões de dólares ao desenvolvimento de software e hardware para a criação de chatbots e outras "IAs generativas", capazes de produzir texto, imagens e mídia variada por conta própria.


Nos últimos meses, a Meta tem trabalhado intensamente para transformar sua pesquisa e desenvolvimento em IA em novos produtos.


Mark Zuckerberg está pessoalmente comprometido em tornar a empresa líder em IA, realizando reuniões regulares com sua equipe executiva e líderes de produto.


Recentemente, a empresa anunciou o projeto de um novo chip de computador e um novo supercomputador otimizados especificamente para impulsionar o desenvolvimento dessa tecnologia.


Além disso, eles estão projetando um centro de dados computadorizado de última geração para suportar esses avanços.


O lançamento mais notável da Meta nos últimos meses foi o LLaMA, um grande modelo de linguagem (LLM). Os LLMs são sistemas de IA que aprendem habilidades analisando grandes quantidades de texto, como livros, artigos da Wikipédia e registros de bate-papo.

Esses sistemas identificam padrões no texto e aprendem a gerar seu próprio conteúdo, incluindo textos acadêmicos, posts de blog, poesia e até mesmo realizar conversas complexas.


Em fevereiro, a Meta disponibilizou o código-fonte do LLaMA para download gratuito por acadêmicos, pesquisadores do governo e outros interessados.


Isso foi além do que outros projetos de IA de código aberto oferecem, pois a Meta também forneceu aos usuários os "pesos" do modelo já treinado em enormes quantidades de dados da internet.


Esses pesos são os valores matemáticos específicos que o sistema aprendeu durante o treinamento, e normalmente exigiriam recursos computacionais e financeiros consideráveis para serem obtidos.


As fake news já estão lançadas

No entanto, logo após o lançamento do LLaMA, os pesos do modelo vazaram no 4chan, um fórum online conhecido por disseminar informações falsas e enganosas. Isso levantou preocupações sobre o uso indevido da tecnologia de IA e reforçou os argumentos dos críticos de que uma abordagem aberta pode ser perigosa.


Apesar dos contratempos, a Meta permanece firme em sua crença de que o compartilhamento aberto da tecnologia de IA é a maneira mais eficaz de avançar no campo.

Eles veem a disponibilização do código-fonte e dos pesos do LLaMA como um incentivo para que outros pesquisadores e desenvolvedores colaborem e construam em cima de sua tecnologia, acelerando assim o progresso geral da IA.


A abordagem da Meta reflete uma mudança na indústria de IA, onde empresas como o Google e a OpenAI têm adotado uma postura mais reservada e cautelosa, mantendo em sigilo os detalhes de seus métodos de IA.


Essa divergência de estratégias destaca as diferentes visões sobre como a IA deve ser desenvolvida, regulamentada e usada no futuro.


A META acredita que a AI deles será benéfica

O impacto dessa decisão da Meta sobre a corrida global pela liderança em IA ainda está para ser visto. Será interessante observar como essa abordagem de código aberto influenciará a inovação, a adoção da tecnologia e a segurança no campo da inteligência artificial.


Independentemente das opiniões divergentes, uma coisa é certa: a IA continua a se desenvolver rapidamente e terá um impacto cada vez maior em várias áreas da sociedade.

É fundamental que as empresas, pesquisadores e governos colaborem para garantir que esse avanço tecnológico seja benéfico e ético, e que as preocupações relacionadas à privacidade, desinformação e outros riscos sejam devidamente abordadas.


A Meta escolheu seguir seu próprio caminho, apostando na abertura e na colaboração como pilares para o avanço da IA. Somente o tempo dirá se essa abordagem se mostrará bem-sucedida e se outras empresas seguirão o exemplo, levando a um ecossistema de IA mais aberto e inclusivo.

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